IPEA LANÇA NOTA TÉCNICA SOBRE A PERCEPÇÃO DOS GERENTES DE NÚCLEOS DE ECONOMIA DA SAÚDE SOBRE USO DE ESTUDOS ECONÔMICOS NO SUS

qui, 11/05/2017 - 22:20 -- editor

Em nota técnica recentemente lançada, pesquisadores do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas - IPEA - discutem os resultados de pesquisa sobre a percepção de gerentes de núcleos de economia da saúde (NES) a respeito do uso atual e potencial de estudos econômicos na tomada de decisão sobre intervenções em saúde e sobre a estrutura destes núcleos em secretarias de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A nota completa pode ser obtida pelo link ao fim do texto.

A ideia de criação dos NES surgiu a partir do Projeto Economia da Saúde, parceria entre Brasil e Reino Unido para desenvolvimento da área no país, desenvolvido entre 2002 e 2005. Com a criação do Departamento de Economia da Saúde no Ministério da Saúde em 2003, os NES passaram a ser implantados como estruturas de secretarias de saúde de estados e municípios para disseminação de ações na área da economia da saúde com o objetivo de subsidiar os gestores na tomada de decisão.

Os autores identificaram 11 NES em atividade, todos em secretarias estaduais de saúde. Este número considerado baixo diante dos esforços empreendidos para seus desenvolvimentos, entre estes cursos de formação e a realização de eventos para troca de informações e experiências. Oito destes (73%) participaram da pesquisa respondendo questionário abordando a estrutura dos NES, sua produção, a percepção dos gerentes sobre emprego dos estudos econômicos produzidos e as barreiras e incentivos a este emprego para a tomada de decisão.

A maior parte dos trabalhos desenvolvidos pelos NES se refere a financiamento, gastos, gestão de custos e alocação de recursos. Com base na importância deste tipo de informação para a tomada de decisão gerencial, os autores consideram que os NES são pouco acionados por outras unidades das próprias secretarias de saúde, denotando pouca capacidade organizacional das secretarias de saúde. Estudos mais complexos, como análises econômicas de custo-efetividade, não são comumente realizados, e a parceria com universidades e centros de pesquisa, instituições mais propensas a este tipo de estudo, são incomuns.

Os gerentes ainda citam como obstáculos ao uso de estudos econômicos para a tomada de decisão o descompasso entre o tempo necessário para a realização dos estudos e o prazo curto para a tomada de decisão, além do conhecimento insuficiente dos gestores sobre o uso de estudos econômicos no processo decisório de intervenções em saúde. A metade dos gerentes dos NES pesquisados considerou que é baixa a influência atual dos estudos econômicos nas decisões no âmbito do SUS e sobre o financiamento da saúde.

Segundo os autores, em nível individual a oferta de treinamentos e outras modalidades de desenvolvimento pessoal por parte do governo federal em parceria com outras instituições gerou resultados positivos, traduzidos em aumento da produção científica e alocação de pessoal formado na área. Porém, o mesmo não se pode dizer sobre as capacidades organizacional e institucional.

Por fim, os autores sugerem 5 linhas de ação para estimular a institucionalização do uso do conhecimento e de ferramentas de economia da saúde no SUS: (1) aumento do número de técnicos e gestores formados em economia da saúde, (2) incentivo à cultura do uso de evidências econômicas na tomada de decisão em saúde, estabelecendo rotinas para uso de estudos econômicos, (3) fomento dos NES existentes, notadamente de sua estrutura, inclusive de pessoal formado na área, (4) criação de NES nas secretarias de saúde onde não existem, inclusive municipais considerando o porte da secretaria e à complexidade dos serviços oferecidos e (5) efetivação da colaboração entre as organizações do SUS e as instituições de ensino e pequisa.

VIEIRA, F.S.; SÁ, E.B.; LUIZ, V.R.; PEREIRA, B.L.S. Núcleos de economia da saúde: percepção de seus gerentes sobre o uso de estudos econômicos no Sistema Único de Saúde. Nota técnica. no 36. Brasília: IPEA, 2017. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/nota_tecnica/20170321_...

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