“O Brasil perdeu o protagonismo”, avalia presidente da Abres em webinário sobre vacinas anticovid-19

Enquanto empresas e laboratórios seguem uma verdadeira corrida para a aprovação das vacinas contra a Covi-19, muitas questões ainda precisam ser esclarecidas, desde o registro à distribuição das doses. E qual a função da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesse processo? O assunto foi tema do debate “Vacinas anticovid-19 e regulação sanitária”, webinário promovido pelo Cidacs (Fiocruz), em parceria com a UFBA, no dia 19 de novembro.

As etapas de aprovação da vacina na Anvisa, da pesquisa básica ao registro, foram apresentadas pelo gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes. Durante o evento, os debatedores Reinaldo Guimarães, vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), e Érika Aragão, presidente da Associação Brasileira de Economia da Saúde (Abres), também abordaram outros elementos que envolvem o processo de regulação, como a eficácia, a segurança e até mesmo o ordenamento ética que envolve a pesquisa.  O debate foi coordenado pela pesquisadora Ana Souto (Rede CoVida/ISC-UFBA/GTVISA-Abrasco).

Na sessão, a presidente da Abres avaliou as principais ações econômicas que impactaram o enfrentamento da pandemia no país. Para Erika Aragão, o Brasil perdeu um importante espaço nas discussões e acordos voltados especialmente para a produção de vacinas. “A gente não foi protagonista em fazer os acordos, mas apenas demandante”, criticou.

A presidente da Abres também destacou a importância do Programa Nacional de Imunização brasileiro, considerado uma das maiores inovações na área de saúde pública no mundo. “Essa inovação organizacional sempre funcionou bem graças a um conjunto de fatores que colocavam o Ministério da Saúde no protagonismo, mas hoje são os estados que protagonizaram, inclusive, a própria questão dos estudos clínicos”, observou.

Ainda segundo Érilka Aragão, o acesso às vacinas pode ser comprometido não só por questões geopolíticas, mas também pelas restrições impostas em orçamento. “No plano de lei orçamentária para o ano que vem, não está previsto nenhum recurso adicional para o enfrentamento da Covid-19”, alertou.

Assista, abaixo, ao vídeo completo do webinário “Vacinas anticovid-19 e regulação sanitária”:

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